quarta-feira, 15 de abril de 2009
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Chapa única, de novo?
Mesmo com a extensão do prazo para a inscrição de chapas às eleições da próxima gestão do Centro Acadêmico de Comunicação da UFPA, apenas uma candidata meteu a cara na disputa. A chapa “O CACO é dos estudantes” reune membros dos dois grupos que participaram das eleições de 2007, calouros, e outros estudantes que decidiram conhecer, na prática, a entidade de representação dos estudantes de comunicação da UFPA.
Termina no final deste mês a gestão da chapa “Juntando os CACO’s”, e, mais uma vez, está na hora dos alunos de Comunicação Social da UFPA elegerem uma nova chapa para o CA. O que tem sido observado ultimamente entre alguns dos alunos do curso é a diversidade de opiniões, o que deu a entender entre os demais que haveria eleição com, no mínimo, duas chapas, mas o que se ouve falar, para o desapontamento de outros, é a inscrição de chapa única , composta por alguns membros das antigas chapas juntamente com novos membros, inclusive calouros.
O CACO sofre processo eleitoral desde o seu surgimento, em 1979 – três anos depois da implantação do curso – e sua história já foi marcada por duas eleições com disputa de chapas. A mais recente foi ano passado com duas chapas concorrentes. A primeira, no ano de fundação do CACO, teve três e a vencedora foi “Comunicando” que trazia a atual professora do curso, Rosaly Brito, como presidente.
Na época havia somente os Diretórios Acadêmicos, que eram completamente vinculados à administração da universidade, onde o reitor era nomeado pelo regime militar, portanto o curso vivia em condições precárias de funcionamento. “Naquele tempo o curso não tinha uma única máquina fotográfica, não tinha nenhum laboratório, não tinha professores qualificados, não tinha praticamente nada. O corpo de professores foi selecionado de forma duvidosa, pois não fizeram concurso público para a universidade”, relatou a professora Rosaly. O curso fora implantado sem condições mínimas de funcionamento e nem era reconhecido pelo MEC, daí a necessidade de se criar os Centros Acadêmicos Livres, sem vínculo algum com a reitoria. O primeiro a ser criado foi o de Farmácia e logo em seguida o de Comunicação.
“O CACO era uma entidade muito respeitada inclusive dentro do movimento estudantil porque nós éramos muito rebeldes, a gente foi muito fundo na luta pela qualificação, pela melhoria do curso, pelo reconhecimento do curso, e por causa do nosso vínculo com a área da Comunicação nós estávamos sempre na mídia, sempre tinha notícia falando sobre a luta pelo reconhecimento do curso. Sem falar que éramos muito ousados, isso é o que já não se vê hoje”, continuou Rosaly. Como o Brasil vive novamente um regime democrático os CA’s perderam uma de suas funções – a de se opor contra um inimigo declarado. O que a próxima e as futuras gestões do CACO devem fazer para conseguir a melhoria do curso? Essa tarefa deveria ser mais fácil hoje, pois temos os professores do nosso lado. Enfim, a batalha continua e ainda há muito a ser feito. Boa sorte à próxima gestão.
POR PELADINHO E RAY_CHAN!
TV Brasil: Qual é a tua???
Sabemos que o sistema de Televisão, desde a sua chegada ao Brasil até os dias atuais, é dominado por empresas privadas, em um mercado altamente concentrado. A radiodifusão pública sempre ocupou um espaço muito pequeno, e sempre de caráter marcadamente estatal.
O Governo Lula retomou a idéia da criação de um sistema público de Radiodifusão. Embora tenha iniciado este processo com um amplo debate com o conjunto da sociedade – por meio de seminários e audiências e do Fórum de TVs Públicas –, o governo optou por concentrar excessivamente as decisões, desconsiderando os movimentos sociais organizados.
E foi assim que, em 26 de fevereiro, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória 398, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A EBC tem como principal elemento a TV Brasil, ou seja, a TV Pública lançada pelo governo federal em dezembro passado, que tanta polêmica vem provocando. O fato de a EBC ter sido criada por medida provisória, sem debate com o Poder Legislativo, já é um problema. Porém, o que mais preocupa é o caráter que ela vem tomando. O conteúdo de sua legislação serve para caracterizá-la como uma empresa Estatal e não pública. A EBC já nasce vinculada ao governo federal, não atendendo quesitos fundamentais para realmente avançar no processo de democratização da comunicação, como gestão democrática e financiamento independente do governo, ambos ausentes no texto da medida provisória.
Algumas medidas tímidas foram tomadas para mudar essa situação. Foi criada uma Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, a partir da realocação de recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicaçõ es (Fistel), mas ela é insuficiente para financiar a EBC, que permanecerá dependente do orçamento aprovado pelo governo da vez.
Além disso, o governo divulgou a criação de um Conselho Curador da EBC, supostamente com representantes da sociedade. Contudo, a emenda saiu pior do que o soneto: o próprio governo indicou os 15 integrantes do Conselho, basicamente figuras públicas isoladas e representantes do mercado, sem a representação de importantes entidades da sociedade civil e de movimentos sociais.
Este equívoco também foi corrigido no novo texto, onde se determina uma consulta pública para a indicação dos futuros membros do Conselho Curador, a partir de indicações de entidades da sociedade civil sem fins lucrativos. Contudo, ainda não fica clara a metodologia de escolha dos novos integrantes – por exemplo, se as indicações serão submetidas ao atual Conselho ou ao próprio Poder Executivo. O novo texto também inclui representantes da Câmara e do Senado no Conselho. Cabe destacar que o texto aprovado na Câmara seguiu para apreciação no Senado e estes avanços, principalmente na questão do financiamento, ainda não estão garantidos.
Diante do monopólio midiático a que estamos submetidos hoje, a TV Brasil representa um avanço, embora tímido, para se contrapor a esse sistema. Porém, permanece aberta a necessidade de buscar construir um sistema efetivamente público, que agregue emissoras de rádio e TV comunitárias e universitárias, que tenha uma gestão representativa e democrática e mecanismos de financiamento que garantam a autonomia necessária diante de futuras mudanças de governo.
POR BRENU.U!
Secom na gaveta do estudante
Seis meses se passaram desde a criação da Secom (pra quem não gosta de sigla: Secretaria de Estado de Comunicação) do Pará e nenhuma discussão em torno do que o novo órgão da comunicação do governo estadual pode representar para a sociedade paraense e faculdades de comunicação locais foi travada nesta academia. A escassez de debates entre os alunos de comunicação -um paradoxo absurdo-, aliás, é uma praxe que só compromete a qualidade de uma formação crítica, o que será aqui exposto em outra ocasião!! Por hora, tratemos da Secretaria.
A Secom do Pará foi criada no dia 21 de novembro do ano passado para substituir a extinta CCS (mais uma vez: Coordenadoria de Comunicação Social) do Pará na função de estabelecer e executar as estratégias de comunicação do governo estadual. Entretanto, a Secretaria empunha novas bandeiras, como a defesa da democratização e acesso à informação e o estímulo à participação da sociedade no debate das políticas públicas para o desenvolvimento do Estado, que mudam, pelo menos em tese, o perfil essencialmente instrumental que caracterizou sua antecessora.
Indícios dessa mudança (sim, eles estão entre nós...) podem ser encontrados em projetos como o Observatório da Comunicação da Amazônia e as Oficinas de Comunicação para a Cidadania, coordenados pela Secom. Enquanto o Observatório visa o estimulo de um debate social sobre o que se está fazendo em termos de comunicação no Norte do país, o Oficinas objetiva disseminar técnicas de comunicação alternativa - como grafitagem, rádio e jornais comunitários- em comunidades carentes de cinco municípios paraenses, a princípio.
Pauta comum dos projetos citados, a democratização do acesso à informação constitui um dos principais debates da comunicação brasileira, devendo ocupar, portanto, lugar privilegiado na agenda de discussões do meio acadêmico.
Não querendo bancar o outdoor da Secretaria, é preciso gritar a importância da participação dos estudantes de comunicação nas discussões que ela propõe. Se nos é aberto este espaço, aproveitemo-lo. Qual foi a presença dos universitários nos dois encontros até então realizados pelo Observatório? Nunca na história deste Estado (este discurso soa familiar?), a possibilidade de participação social na discussão das políticas públicas foi tão ampla –pelo menos em tese- e nós, como estudantes e pesquisadores da comunicação, cidadãos e o diabo a quatro, temos a possibilidade de participar da construção de políticas de comunicação, ação comunicativa e emancipação social. A gaveta do “NÃO DISCUTIDO” está aberta. Lá, em um cantinho coberto por sombras, a pasta Secom aguarda sua vez de entrar na pauta de uma remota discussão. Quem se habilita a tirá-la de lá?
POR KORUTEZU_KUN!
E a pós de Comunicação?
Diferente do jornal do CACO, que SAIU!, a pós-graduação em Comunicação na UFPA continua apenas na imaginação dos comunicólogos, que prevêem a sua implementação apenas para 2010. Logo, somente os alunos das turmas a partir de 2006 poderiam, logo após pegar o canudo de formado, cair de cabeça no curso, que, pelo que se sabe, será um mestrado em Comunicação.
O Prof. Otacílio Amaral, diretor da FACOM, disse que, em 2005, já foi enviado para a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) um projeto de implementação do curso de pós-graduação na UFPA, que seria um mestrado, mas foi recusado. A CAPES indicou as correções que deveriam ser feitas e a Coordenação da FACOM está reelaborando o projeto, que vai ser enviado para avaliação novamente em 2009.
A “pós” atenderia a galera que, depois de se formar, acaba indo fazê-la em uma das instituições particulares locais, em faculdades de outros estados ou, o que é pior, encerram a carreira acadêmica ao fim da graduação. Outro ponto positivo seria a ampliação do quadro de professores da FACOM, que contaria com pelo menos mais três doutores, também responsáveis pela demanda de alunos das graduações da FACOM. Como conseqüência a cultura de pesquisa seria fortalecida, uma vez que o mestrado iria favorecer a produção de conhecimento pela Universidade.
Enfim, são tantos bons aspectos que só nos resta ficar na torcida para que saia o quanto antes essa fabulosa pós-graduação, afinal nós não queremos passar o resto da vida escrevendo pra um jornal universitário.
POR PELADINHO!
Rádio Web quase lá
Deverá ir ao ar (ops!, à internet), nos próximos meses, a Rádio Web UFPA, com esse nome mesmo. O projeto é coordenado pela profª drª Luciana Miranda. Divulgar a produção de pesquisas e eventos da UFPA, proporcionar informação e entretenimento, servir como laboratório aos estudantes de Comunicação Social são alguns dos objetivos da rádio digital. Por enquanto, sua programação inclui seis programas próprios e alguns importados da UNINTER, UFSM e Radiobrás. Os responsáveis trabalham para que a grade de programas da Rádio Web UFPA abarque as mais diversas diversidades dos diversos setores diversificados da universidade, podendo assim agradar –ou, pelo menos, não irritar- a gregos, troianos, alunos professores, servidores, reitores e simpatizantes.
Estudantes de todos os cursos vão poder mandar seus projetos de programas, que, depois de analisado pelos responsáveis da rádio, poderão até ser encaixados na programação. É bom lembrar que os donos dos projetos terão de “custear” a produção dos seus programas, então, antes de aparecer com uma idéia boa de programa, é bom pensar em uma melhor para bancá-lo.
O veículo tentará ser a mais universal o possível, devendo assumir uma postura neutra ante as porradas (ops!, as divergências) que rolam por aqui. Portanto, para quem sonhava em montar o programa “Chicote do Universitário” ou algo do tipo “Morte ao Reitor!”, ou ainda “Eu amo o Alex”, sinto informar que não vai ser dessa vez. Também serão vetadas as pornografias, em respeito aos virgens, aos mal-comidos e à inocência dos calouros de Comunicação Social.
A quantas anda o projeto?
Bom, alguns equipamentos precisam ser adquiridos, o site da rádio está em construção e a equipe técnica ainda vai ser contratada. Resolvidos esses paquenos probleminhas, a rádio deve entrar em funcionamento. As gravações serão ou no estúdio do CLA ou no estúdio do ILC, você decide!
1- 2 com Filipe Almeida, bolsista do projeto
1. O que é uma rádio web?
“É um tipo de rádio que tu não escutas pelo rádio... escuta pelo computador”
2. Por que uma Rádio Web?
“Ora essa! Porque é mais barato!
Não é propaganda, mas... O Filipe pediu para divulgar um site aí, como achei ele bonitinho (o site!) resolvi atender. Lá vai: http://www.oparanasondasdoradio.ufpa.br. Também tá rolando, nas tardes de quinta-feira, o Grupo de Estudos com a professora Luciana. A galera desse grupo é quem está discutindo a primeira grade de programação da primeira Rádio Web UFPA.
POR RIBEIRINHA!
SAUDADE: Pará marca encontro regional de 2008
O ERECOM 2008 (Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação) aconteceu entre os dias 19 e 23 de Março, em Teresina-Piauí. O evento trouxe a temática “Comunicação Alternativa – Porque uma outra comunicação é possível”, discutida em uma eclética programação: Rodas de Diálogo, Grupos de Discussões (vulgo: GDs), Oficinas, Núcleos de Vivência (vulgo: NV’s), Grupos de Estudo e Trabalho (vulgo: GET’s) e as famosas FUÁS, as festas de todas as noites.
Além destes, que reuniam todos os participantes do encontro, houve também o Cinecom (mostra e debate de filmes), para os que não foram para os NV’s; Artcom (mostra de produção artística dos encontristas, que ficaram expostas nos espaços do ERECOM); apresentação de trabalhos científicos dos estudantes e uma série de intervenções culturais (teatro, música, arte circense e mostras piauienses).
Desde antes de chegar ao Piauí já estava acontecendo a tal da “comunicação alternativa”. A delegação do Pará interagiu quase 100% e não só entre os alunos de todos os semestres da FACOM/UFPa, mas também com estudantes da UNAMA, do IESAM, da FAP e com a UFAM (Universidade Federal do Amazonas), representada pelo “Sr. Relações Públicas” Davi, o Manauara. A delegação paraense contou com a participação de 11 calouros da UFPA, que deixaram uma marca especial no encontro regional, a marca dos “virgens”.
Lembranças dos virgens
“No ERECOM eu tive mais entrosamento com o pessoal da UFPA, conheci novas culturas, sotaques (eu nunca tinha saído do Pará antes). Além de abrir mais a cabeça, com o tema “Comunicação Alternativa” descobri outras formas de comunicação.”
Gabriel Rosa – Jornalismo UFPA
“No ERECOM houve uma grande interação na delegação do Pará. Lá (no Piauí) percebemos a diferença entre o currículo daqui e o de outros Estados. Aqui faltam disciplinas. E o melhor foram os Núcleos de Vivência, deu vontade de fazer matérias, conhecer mais”.
Thays e Josie – Jornalismo UFPA
“O ERECOM?... Adooooooooooooooooooooooooooooooooro!!!!!”
Vinícius – Publicidade UFPA
POR YA!DOGIRL!
