sexta-feira, 30 de maio de 2008

Chapa única, de novo?

Mesmo com a extensão do prazo para a inscrição de chapas às eleições da próxima gestão do Centro Acadêmico de Comunicação da UFPA, apenas uma candidata meteu a cara na disputa. A chapa “O CACO é dos estudantes” reune membros dos dois grupos que participaram das eleições de 2007, calouros, e outros estudantes que decidiram conhecer, na prática, a entidade de representação dos estudantes de comunicação da UFPA.

Termina no final deste mês a gestão da chapa “Juntando os CACO’s”, e, mais uma vez, está na hora dos alunos de Comunicação Social da UFPA elegerem uma nova chapa para o CA. O que tem sido observado ultimamente entre alguns dos alunos do curso é a diversidade de opiniões, o que deu a entender entre os demais que haveria eleição com, no mínimo, duas chapas, mas o que se ouve falar, para o desapontamento de outros, é a inscrição de chapa única , composta por alguns membros das antigas chapas juntamente com novos membros, inclusive calouros.

O CACO sofre processo eleitoral desde o seu surgimento, em 1979 – três anos depois da implantação do curso – e sua história já foi marcada por duas eleições com disputa de chapas. A mais recente foi ano passado com duas chapas concorrentes. A primeira, no ano de fundação do CACO, teve três e a vencedora foi “Comunicando” que trazia a atual professora do curso, Rosaly Brito, como presidente.

Na época havia somente os Diretórios Acadêmicos, que eram completamente vinculados à administração da universidade, onde o reitor era nomeado pelo regime militar, portanto o curso vivia em condições precárias de funcionamento. “Naquele tempo o curso não tinha uma única máquina fotográfica, não tinha nenhum laboratório, não tinha professores qualificados, não tinha praticamente nada. O corpo de professores foi selecionado de forma duvidosa, pois não fizeram concurso público para a universidade”, relatou a professora Rosaly. O curso fora implantado sem condições mínimas de funcionamento e nem era reconhecido pelo MEC, daí a necessidade de se criar os Centros Acadêmicos Livres, sem vínculo algum com a reitoria. O primeiro a ser criado foi o de Farmácia e logo em seguida o de Comunicação.

“O CACO era uma entidade muito respeitada inclusive dentro do movimento estudantil porque nós éramos muito rebeldes, a gente foi muito fundo na luta pela qualificação, pela melhoria do curso, pelo reconhecimento do curso, e por causa do nosso vínculo com a área da Comunicação nós estávamos sempre na mídia, sempre tinha notícia falando sobre a luta pelo reconhecimento do curso. Sem falar que éramos muito ousados, isso é o que já não se vê hoje”, continuou Rosaly. Como o Brasil vive novamente um regime democrático os CA’s perderam uma de suas funções – a de se opor contra um inimigo declarado. O que a próxima e as futuras gestões do CACO devem fazer para conseguir a melhoria do curso? Essa tarefa deveria ser mais fácil hoje, pois temos os professores do nosso lado. Enfim, a batalha continua e ainda há muito a ser feito. Boa sorte à próxima gestão.

POR PELADINHO E RAY_CHAN!

TV Brasil: Qual é a tua???


Sabemos que o sistema de Televisão, desde a sua chegada ao Brasil até os dias atuais, é dominado por empresas privadas, em um mercado altamente concentrado. A radiodifusão pública sempre ocupou um espaço muito pequeno, e sempre de caráter marcadamente estatal.

O Governo Lula retomou a idéia da criação de um sistema público de Radiodifusão. Embora tenha iniciado este processo com um amplo debate com o conjunto da sociedade – por meio de seminários e audiências e do Fórum de TVs Públicas –, o governo optou por concentrar excessivamente as decisões, desconsiderando os movimentos sociais organizados.

E foi assim que, em 26 de fevereiro, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória 398, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A EBC tem como principal elemento a TV Brasil, ou seja, a TV Pública lançada pelo governo federal em dezembro passado, que tanta polêmica vem provocando. O fato de a EBC ter sido criada por medida provisória, sem debate com o Poder Legislativo, já é um problema. Porém, o que mais preocupa é o caráter que ela vem tomando. O conteúdo de sua legislação serve para caracterizá-la como uma empresa Estatal e não pública. A EBC já nasce vinculada ao governo federal, não atendendo quesitos fundamentais para realmente avançar no processo de democratização da comunicação, como gestão democrática e financiamento independente do governo, ambos ausentes no texto da medida provisória.

Algumas medidas tímidas foram tomadas para mudar essa situação. Foi criada uma Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, a partir da realocação de recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicaçõ es (Fistel), mas ela é insuficiente para financiar a EBC, que permanecerá dependente do orçamento aprovado pelo governo da vez.

Além disso, o governo divulgou a criação de um Conselho Curador da EBC, supostamente com representantes da sociedade. Contudo, a emenda saiu pior do que o soneto: o próprio governo indicou os 15 integrantes do Conselho, basicamente figuras públicas isoladas e representantes do mercado, sem a representação de importantes entidades da sociedade civil e de movimentos sociais.

Este equívoco também foi corrigido no novo texto, onde se determina uma consulta pública para a indicação dos futuros membros do Conselho Curador, a partir de indicações de entidades da sociedade civil sem fins lucrativos. Contudo, ainda não fica clara a metodologia de escolha dos novos integrantes – por exemplo, se as indicações serão submetidas ao atual Conselho ou ao próprio Poder Executivo. O novo texto também inclui representantes da Câmara e do Senado no Conselho. Cabe destacar que o texto aprovado na Câmara seguiu para apreciação no Senado e estes avanços, principalmente na questão do financiamento, ainda não estão garantidos.

Diante do monopólio midiático a que estamos submetidos hoje, a TV Brasil representa um avanço, embora tímido, para se contrapor a esse sistema. Porém, permanece aberta a necessidade de buscar construir um sistema efetivamente público, que agregue emissoras de rádio e TV comunitárias e universitárias, que tenha uma gestão representativa e democrática e mecanismos de financiamento que garantam a autonomia necessária diante de futuras mudanças de governo.

POR BRENU.U!

Secom na gaveta do estudante

Seis meses se passaram desde a criação da Secom (pra quem não gosta de sigla: Secretaria de Estado de Comunicação) do Pará e nenhuma discussão em torno do que o novo órgão da comunicação do governo estadual pode representar para a sociedade paraense e faculdades de comunicação locais foi travada nesta academia. A escassez de debates entre os alunos de comunicação -um paradoxo absurdo-, aliás, é uma praxe que só compromete a qualidade de uma formação crítica, o que será aqui exposto em outra ocasião!! Por hora, tratemos da Secretaria.

A Secom do Pará foi criada no dia 21 de novembro do ano passado para substituir a extinta CCS (mais uma vez: Coordenadoria de Comunicação Social) do Pará na função de estabelecer e executar as estratégias de comunicação do governo estadual. Entretanto, a Secretaria empunha novas bandeiras, como a defesa da democratização e acesso à informação e o estímulo à participação da sociedade no debate das políticas públicas para o desenvolvimento do Estado, que mudam, pelo menos em tese, o perfil essencialmente instrumental que caracterizou sua antecessora.

Indícios dessa mudança (sim, eles estão entre nós...) podem ser encontrados em projetos como o Observatório da Comunicação da Amazônia e as Oficinas de Comunicação para a Cidadania, coordenados pela Secom. Enquanto o Observatório visa o estimulo de um debate social sobre o que se está fazendo em termos de comunicação no Norte do país, o Oficinas objetiva disseminar técnicas de comunicação alternativa - como grafitagem, rádio e jornais comunitários- em comunidades carentes de cinco municípios paraenses, a princípio.

Pauta comum dos projetos citados, a democratização do acesso à informação constitui um dos principais debates da comunicação brasileira, devendo ocupar, portanto, lugar privilegiado na agenda de discussões do meio acadêmico.

Não querendo bancar o outdoor da Secretaria, é preciso gritar a importância da participação dos estudantes de comunicação nas discussões que ela propõe. Se nos é aberto este espaço, aproveitemo-lo. Qual foi a presença dos universitários nos dois encontros até então realizados pelo Observatório? Nunca na história deste Estado (este discurso soa familiar?), a possibilidade de participação social na discussão das políticas públicas foi tão ampla –pelo menos em tese- e nós, como estudantes e pesquisadores da comunicação, cidadãos e o diabo a quatro, temos a possibilidade de participar da construção de políticas de comunicação, ação comunicativa e emancipação social. A gaveta do “NÃO DISCUTIDO” está aberta. Lá, em um cantinho coberto por sombras, a pasta Secom aguarda sua vez de entrar na pauta de uma remota discussão. Quem se habilita a tirá-la de lá?

POR KORUTEZU_KUN!

E a pós de Comunicação?

Diferente do jornal do CACO, que SAIU!, a pós-graduação em Comunicação na UFPA continua apenas na imaginação dos comunicólogos, que prevêem a sua implementação apenas para 2010. Logo, somente os alunos das turmas a partir de 2006 poderiam, logo após pegar o canudo de formado, cair de cabeça no curso, que, pelo que se sabe, será um mestrado em Comunicação.

O Prof. Otacílio Amaral, diretor da FACOM, disse que, em 2005, já foi enviado para a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) um projeto de implementação do curso de pós-graduação na UFPA, que seria um mestrado, mas foi recusado. A CAPES indicou as correções que deveriam ser feitas e a Coordenação da FACOM está reelaborando o projeto, que vai ser enviado para avaliação novamente em 2009.

A “pós” atenderia a galera que, depois de se formar, acaba indo fazê-la em uma das instituições particulares locais, em faculdades de outros estados ou, o que é pior, encerram a carreira acadêmica ao fim da graduação. Outro ponto positivo seria a ampliação do quadro de professores da FACOM, que contaria com pelo menos mais três doutores, também responsáveis pela demanda de alunos das graduações da FACOM. Como conseqüência a cultura de pesquisa seria fortalecida, uma vez que o mestrado iria favorecer a produção de conhecimento pela Universidade.

Enfim, são tantos bons aspectos que só nos resta ficar na torcida para que saia o quanto antes essa fabulosa pós-graduação, afinal nós não queremos passar o resto da vida escrevendo pra um jornal universitário.

POR PELADINHO!

Rádio Web quase lá

Deverá ir ao ar (ops!, à internet), nos próximos meses, a Rádio Web UFPA, com esse nome mesmo. O projeto é coordenado pela profª drª Luciana Miranda. Divulgar a produção de pesquisas e eventos da UFPA, proporcionar informação e entretenimento, servir como laboratório aos estudantes de Comunicação Social são alguns dos objetivos da rádio digital. Por enquanto, sua programação inclui seis programas próprios e alguns importados da UNINTER, UFSM e Radiobrás. Os responsáveis trabalham para que a grade de programas da Rádio Web UFPA abarque as mais diversas diversidades dos diversos setores diversificados da universidade, podendo assim agradar –ou, pelo menos, não irritar- a gregos, troianos, alunos professores, servidores, reitores e simpatizantes.

Estudantes de todos os cursos vão poder mandar seus projetos de programas, que, depois de analisado pelos responsáveis da rádio, poderão até ser encaixados na programação. É bom lembrar que os donos dos projetos terão de “custear” a produção dos seus programas, então, antes de aparecer com uma idéia boa de programa, é bom pensar em uma melhor para bancá-lo.

O veículo tentará ser a mais universal o possível, devendo assumir uma postura neutra ante as porradas (ops!, as divergências) que rolam por aqui. Portanto, para quem sonhava em montar o programa “Chicote do Universitário” ou algo do tipo “Morte ao Reitor!”, ou ainda “Eu amo o Alex”, sinto informar que não vai ser dessa vez. Também serão vetadas as pornografias, em respeito aos virgens, aos mal-comidos e à inocência dos calouros de Comunicação Social.

A quantas anda o projeto?

Bom, alguns equipamentos precisam ser adquiridos, o site da rádio está em construção e a equipe técnica ainda vai ser contratada. Resolvidos esses paquenos probleminhas, a rádio deve entrar em funcionamento. As gravações serão ou no estúdio do CLA ou no estúdio do ILC, você decide!

1- 2 com Filipe Almeida, bolsista do projeto

1. O que é uma rádio web?

“É um tipo de rádio que tu não escutas pelo rádio... escuta pelo computador”

2. Por que uma Rádio Web?

“Ora essa! Porque é mais barato!

Não é propaganda, mas... O Filipe pediu para divulgar um site aí, como achei ele bonitinho (o site!) resolvi atender. Lá vai: http://www.oparanasondasdoradio.ufpa.br. Também tá rolando, nas tardes de quinta-feira, o Grupo de Estudos com a professora Luciana. A galera desse grupo é quem está discutindo a primeira grade de programação da primeira Rádio Web UFPA.

POR RIBEIRINHA!

SAUDADE: Pará marca encontro regional de 2008

O ERECOM 2008 (Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação) aconteceu entre os dias 19 e 23 de Março, em Teresina-Piauí. O evento trouxe a temática “Comunicação Alternativa – Porque uma outra comunicação é possível”, discutida em uma eclética programação: Rodas de Diálogo, Grupos de Discussões (vulgo: GDs), Oficinas, Núcleos de Vivência (vulgo: NV’s), Grupos de Estudo e Trabalho (vulgo: GET’s) e as famosas FUÁS, as festas de todas as noites.

Além destes, que reuniam todos os participantes do encontro, houve também o Cinecom (mostra e debate de filmes), para os que não foram para os NV’s; Artcom (mostra de produção artística dos encontristas, que ficaram expostas nos espaços do ERECOM); apresentação de trabalhos científicos dos estudantes e uma série de intervenções culturais (teatro, música, arte circense e mostras piauienses).

Desde antes de chegar ao Piauí já estava acontecendo a tal da “comunicação alternativa”. A delegação do Pará interagiu quase 100% e não só entre os alunos de todos os semestres da FACOM/UFPa, mas também com estudantes da UNAMA, do IESAM, da FAP e com a UFAM (Universidade Federal do Amazonas), representada pelo “Sr. Relações Públicas” Davi, o Manauara. A delegação paraense contou com a participação de 11 calouros da UFPA, que deixaram uma marca especial no encontro regional, a marca dos “virgens”.

Lembranças dos virgens

“No ERECOM eu tive mais entrosamento com o pessoal da UFPA, conheci novas culturas, sotaques (eu nunca tinha saído do Pará antes). Além de abrir mais a cabeça, com o tema “Comunicação Alternativa” descobri outras formas de comunicação.”

Gabriel Rosa – Jornalismo UFPA

“No ERECOM houve uma grande interação na delegação do Pará. Lá (no Piauí) percebemos a diferença entre o currículo daqui e o de outros Estados. Aqui faltam disciplinas. E o melhor foram os Núcleos de Vivência, deu vontade de fazer matérias, conhecer mais”.

Thays e Josie – Jornalismo UFPA

“O ERECOM?... Adooooooooooooooooooooooooooooooooro!!!!!”

Vinícius – Publicidade UFPA

POR YA!DOGIRL!

Muvuca na Cumbuca a todo vapor

A Semana de Comunicação Social é um evento que pode ser realizado por cada instituição de ensino superior onde haja o curso. A da UFPA foi realizada pela última vez no ano de 2004 e só agora, prevista para o período de 24 a 28 de Setembro de 2008, está voltando, com o tema “As novas formas de comunicação na contemporaneidade”.

A proposta da UFPA tem caráter acadêmico e estudantil, buscando um entrosamento entre irreverência e conteúdo científico. Para isso, oferecerá palestras, grupos de discussão, oficinas e núcleos de vivência, entre outras atividades. Estas ocorrerão fora dos muros da universidade, no “centro histórico” de Belém. A pretensão é que as palestras maiores e a programação cultural ocorram no Memorial dos Povos; as oficinas e as palestras menores perto da Praça da República, no Waldemar Henrique e Casa da Linguagem.

O evento estará aberto para todos os estudantes e profissionais da área que queiram participar. O mesmo se estende à comissão organizadora, que já conta com estudantes de outras faculdades de comunicação. Para os interessados em participar da comissão, as reuniões ocorrem sábado sim, sábado não, no Parque da Residência, às 16 horas. A primeira reunião ocorreu no dia 26 de abril.

O título da semana de comunicação da UFPA, “MUVUCA NA CUMBUCA”, não é à toa. “Muvuca” faz referência a toda polêmica que envolve o curso pelo fato de não ser obrigatório o diploma e de, ao mesmo tempo, o mercado da comunicação estar se tornando cada vez mais forte e presente na contemporaneidade. Já a palavra “cumbuca” foi usada simbolicamente para regionalizar esta questão.

POR YA!DOGIRL!

Coletivo organiza viagem para o Rio


O Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação (ENECOM) será recebido entre 13 e 20 de julho de 2008 pelo Rio de Janeiro e promete reunir comunicólogos –estudantes ou não - de, pelo menos, 21 estados da Federação। O principal desfalque, por enquanto, fica por conta do Norte do país: apenas Pará e Tocantins esboçam pretensão de participar do encontro na Maravilhosa. O coletivo paraense iniciou sua preparação há dois meses e deve levar, no mínimo, 45 cabeças ansiosas pelo intercâmbio. Estes estudantes realizaram no dia 17 de maio o I Pré-ENECOM Pará, encontro que antecipou debates relativos à Democratização da Comunicação, bandeira da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (ENECOS). O evento integra a trilogia de encontros preparatórios para o ENECOM, que ainda devem debater o combate as opressões e aprofundar o intercâmbio de idéias sobre a qualidade da formação profissional, iniciado no I Pré-ENECOM Pará. Confira, a seguir, como fazer parte do coletivo.

IMAGENS DO I PRÉ-ENECOM PARÁ


É o seguinte: o ENECOM limita vagas, uma média de um ônibus por delegação, pois eles só têm capacidade de abrigar uns 1000 estudantes. Como alguns Estados “precisam” de mais vagas do que outros (como é o caso de São Paulo, Minas Gerais), nós, paraenses, seremos representados por somente uns 40 ou 45! Sabem o que isso significa? Que quem realmente quer participar terá que começar a marcar presença nos Pré-Encontros para garantir a inscrição.

Explico melhor: bom, para os que não foram para a reunião do CACO no dia 1 de Abril (dia da paralisação), onde foi discutido sobre o assunto, foi decidido os procedimentos de seleção dos futuros encontristas, assim como as comissões que cuidarão da organização dos pré-encontros e de arrecadar fundos para pagar o ônibus.

O ônibus custará entre R$15.000 e R$17.000, o que daria mais de R$350 por pessoa, só pra passagem. Além da inscrição, que é cerca de R$140,00 (preço ainda não confirmado pela comissão organizadora, pois depende do orçamento da estrutura) por pessoa. Então foi formada uma Comissão de Finanças, no intuito de organizar atividades que dêem lucro e assim diminuir o máximo possível o custo de quem vai. Entre as principais atividades estão: vender comida e bebida nos forrós, fazer brechós, rifas, bingo (eita coisa de velho!) e pedágios, o carro-chefe da arrecadação. Logo, se você está pensando em ir de ônibus pra lá e não tem grana pra pagar R$480,00 (provável custo total da viagem de ida e volta ao Rio e inscrição no ENECOM), junte-se a uma das equipes para colaborar e também garantir sua vaga.

Uma observação: Os pedágios incluem a todos!

Mas se você tem como pagar sua passagem, ou vai por outro meio de transporte, não precisa participar das arrecadações. No entanto, para estar incluído na delegação terá que freqüentar os pré-encontros, que ocorrerão na forma de palestras e discussões sobre os assuntos propostos pelo evento, que giram em torno das bandeiras da ENECOS (a saber: Democratização da Informação, Qualidade na Formação e Combate às Opressões). Mesmo os que vão participar das arrecadações devem comparecer! Aqueles com maior número de freqüência nos pré-encontros serão selecionados para participaram do ENECOM.


Outras informações você pode encontrar na comunidade do ENECOM Rio 2008: http://wwworkut.com/Community.aspx?cmm=50757750; no site http://www.enecos.org.br/enecom2008/; ou na lista do ENECOM: enecom2008-subscribe@yahoogrupos.com.br. As informações acima estão sujeitas a modificações, pois o ENECOM ainda está em fase de organização. Qualquer interesse ou dúvida sobre as atividades, contatar com os coordenadores, que são: Rafael Freire (jornalismo 2007): coordenador dos pré- encontros, Lucila (jornalismo 2007): coordenadora dos brechós, Raynéia (publicidade 2007): coordenadora das vendas no forró, Josie (Jornalismo 2008): coordenadora das rifas e bingo.

POR YA!DOGIRL!

Faíscas, vozes consonantes e um caminho

Faíscas à parte, a Assembléia Geral dos Estudantes da FACOM-UFPa ocorreu na manhã de 30 de abril sob uma atmosfera democrática e de respeito à pluralidade de idéias, no auditório central do Instituto de Letras e Comunicação. No encontro, os estudantes deliberaram sobre problemáticas distribuídas em três pautas: 1) a decisão sobre à qual evento a UFPa se candidatará a receber no próximo ano, se COBRECOS ou ERECOM; 2) a formação da comissão que vai conduzir em maio o processo eleitoral da próxima gestão do Centro Acadêmico de Comunicação e 3) a formação da comissão responsável pela redação do Regimento do CACO.

Na primeira das pautas, a pergunta que não queria calar desde o retorno do grupo de alunos que foram ao ERECOM Piauí 2008, ocorrido em fevereiro: o curso de Comunicação da UFPa vai se candidatar a receber o COBRECOS ou o ERECOM de 2009? Temida como potencial britadeira de um racha no curso, a questão foi resolvida –ou pelo menos, decidida por maioria de votos- por um placar nada apertado: 37 x 8. O “vencedor”, digo a tempo, foi o Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação. A resolução ocorreu após a apresentação dos eventos e a argumentação a favor das candidaturas às suas recepções.

Às vésperas de maio, mês que encerra a atual gestão do CACO, foi necessária a formação da comissão responsável pelo processo eleitoral da próxima gestão do centro acadêmico. Cinco cabeças decidiram participar do grupo e foram aprovadas por unanimidade pela assembléia. São elas (as cabeças): Ailton (JOR/2007), Felipe (JOR/2007), Jackson (P&P/2008), Lana (P&P/2008) e Renato (P&P/2007). Eles integram a CECACO-UFPa 2008, que no dia 7 de maio publicou o Regimento e o Edital das eleições e que, no dia 16, recebeu as últimas inscrições de chapas para as eleições de 2008.

Outra aparente espinha na garganta foi a escolha da comissão responsável pela redação do Regimento do CACO, tarefa com a qual ninguém se preocupou desde o ano passado, quando foi lançado um edital para esse fim. Foi decidido por unanimidade que seis cabeças ficariam encarregadas pela redação do Regimento, mas que todos os estudantes da FACOM-UFPa teriam o direito de intervir na redação. Estas pessoas poderão participar das chapas, diferente dos integrantes da CECACO. O Regimento será finalizado em assembléia ao final da atual gestão do CACO, que se encerra no dia 31 de maio. Eis as cabeças: Taion (JOR/2004), Priscila (JOR/2006), Jones (JOR/2005), Murená, Aline(JOR/2007) e Suanny(JOR/2007).

Ninguém é obrigado a apoiar a candidatura à recepção do ERECON 2009, mas é importante ter consciência de que se trata de uma decisão do curso de Comunicação da UFPa e que é a imagem deste curso, e dos próprios estudantes de comunicação da Amazônia, o que estará em jogo. Mais do que a imagem, o soerguimento do movimento estudantil de comunicação da região, que, a exemplo do que ocorre em todo o Brasil, carece de ânimo para a manutenção de uma estrutura atuante. Contudo, a situação da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação pode ficará para a próxima edição, atitude que se baseia na premissa ataidiana de que antes de se querer mudar o mundo, deve-se limpar o próprio quintal.


CONFIRA OS PRINCIPAIS ARGUMENTOS USADOS A FAVOR DA CANDIDATURA À RECEPÇÃO DE CADA EVENTO DURANTE A ASSEMBLÉIA

PRO-COBRECOS

1) Aproveitar a vinda da estrutura do Fórum Social Mundial a Belém;

2) Introdução dos estudantes locais no movimento estudantil de vanguarda;

3) Os estudantes de comunicação da UFPA não vão poder participar das chapas da ENECOS nem deliberar sobre seus rumos se a UFPA não receber o COBRECOS;

4) Uma vez que o ERECON teve a sua primeira vez na UFPA, o COBRECOS também deve ter;

5) O COBRECOS também possui programação cultural. Ou seja, o COBRECOS não é uma interminável discussão. , além do fato de que ninguém será obrigado a acompanhar toda a discussão.

PRO-ERECOM

1) Requer uma estrutura física e política menos complexa que o COBRECOS;

2) Servirá para integrar os estudantes de comunicação da região Norte;

3) As participações anteriores do Pará no ERECOM são “positivas”;

4) O ERECON, apesar de mais lúdico, também prevêm, em seu Estatuto, a discussão política;

5) A UFPA pode não ter verbas para apoiar o COBRECOS, uma vez que estará envolvida com o Fórum Social Mundial, no qual poderá “torrar” as verbas que poderiam ser destinadas a realização do COBRECOS.

POR KORUTEZU-KUN!

SAIU! in blog

SAIU! o informe ativo do Centro Acadêmico de Comunicação da UFPA. Depois de muito se preocupar com a impressão dos exemplares, pensamos no momento midiático que vivemos e nas possibilidades comunicativas que ele nos oferece. Não que o impresso esteja ultrapassado, mas para a preservação desta folha é muito mais útil a utilização do espaço digital. SAIU!, portanto, integra um esforço de atualização, de preocupação com o conhecimento de novos suportes jornalísticos, e, principalmente, de fomento ao intercâmbio constante de idéias entre os estudantes de comunicação da UFPA.

Os alunos podem se expressar a respeito de qualquer matéria no próprio espaço do blog, que não é um suporte virtual “top de linha”, mas supera, em muito, a página impressa. SAIU!, enfim, é uma publicação ainda sem identidade, cujo nome provisório expressa a ânsia de se criar um veículo de periodicidade regular feito por estudantes para o curso de Comunicação Social sem esquecer que este encontra-no seio de uma sociedade ideologicamente plural e teoricamente democrática.

O que seria uma edição é, em SAIU!, uma leva de textos. Assim marcaremos a memória dos conteúdos produzidos. Na primeira leva, contamos com a colaboração de uma equipe praticamente virgem, os calouros de jornalismo. A equipe de SAIU!, entretanto, é flexível e está aberta para quem quiser colaborar para a construção de um informe cada vez mais ativo e bonitinho.

POR KORUTEZU-KUN!