Mesmo com a extensão do prazo para a inscrição de chapas às eleições da próxima gestão do Centro Acadêmico de Comunicação da UFPA, apenas uma candidata meteu a cara na disputa. A chapa “O CACO é dos estudantes” reune membros dos dois grupos que participaram das eleições de 2007, calouros, e outros estudantes que decidiram conhecer, na prática, a entidade de representação dos estudantes de comunicação da UFPA.
Termina no final deste mês a gestão da chapa “Juntando os CACO’s”, e, mais uma vez, está na hora dos alunos de Comunicação Social da UFPA elegerem uma nova chapa para o CA. O que tem sido observado ultimamente entre alguns dos alunos do curso é a diversidade de opiniões, o que deu a entender entre os demais que haveria eleição com, no mínimo, duas chapas, mas o que se ouve falar, para o desapontamento de outros, é a inscrição de chapa única , composta por alguns membros das antigas chapas juntamente com novos membros, inclusive calouros.
O CACO sofre processo eleitoral desde o seu surgimento, em 1979 – três anos depois da implantação do curso – e sua história já foi marcada por duas eleições com disputa de chapas. A mais recente foi ano passado com duas chapas concorrentes. A primeira, no ano de fundação do CACO, teve três e a vencedora foi “Comunicando” que trazia a atual professora do curso, Rosaly Brito, como presidente.
Na época havia somente os Diretórios Acadêmicos, que eram completamente vinculados à administração da universidade, onde o reitor era nomeado pelo regime militar, portanto o curso vivia em condições precárias de funcionamento. “Naquele tempo o curso não tinha uma única máquina fotográfica, não tinha nenhum laboratório, não tinha professores qualificados, não tinha praticamente nada. O corpo de professores foi selecionado de forma duvidosa, pois não fizeram concurso público para a universidade”, relatou a professora Rosaly. O curso fora implantado sem condições mínimas de funcionamento e nem era reconhecido pelo MEC, daí a necessidade de se criar os Centros Acadêmicos Livres, sem vínculo algum com a reitoria. O primeiro a ser criado foi o de Farmácia e logo em seguida o de Comunicação.
“O CACO era uma entidade muito respeitada inclusive dentro do movimento estudantil porque nós éramos muito rebeldes, a gente foi muito fundo na luta pela qualificação, pela melhoria do curso, pelo reconhecimento do curso, e por causa do nosso vínculo com a área da Comunicação nós estávamos sempre na mídia, sempre tinha notícia falando sobre a luta pelo reconhecimento do curso. Sem falar que éramos muito ousados, isso é o que já não se vê hoje”, continuou Rosaly. Como o Brasil vive novamente um regime democrático os CA’s perderam uma de suas funções – a de se opor contra um inimigo declarado. O que a próxima e as futuras gestões do CACO devem fazer para conseguir a melhoria do curso? Essa tarefa deveria ser mais fácil hoje, pois temos os professores do nosso lado. Enfim, a batalha continua e ainda há muito a ser feito. Boa sorte à próxima gestão.
POR PELADINHO E RAY_CHAN!

