sexta-feira, 30 de maio de 2008

Chapa única, de novo?

Mesmo com a extensão do prazo para a inscrição de chapas às eleições da próxima gestão do Centro Acadêmico de Comunicação da UFPA, apenas uma candidata meteu a cara na disputa. A chapa “O CACO é dos estudantes” reune membros dos dois grupos que participaram das eleições de 2007, calouros, e outros estudantes que decidiram conhecer, na prática, a entidade de representação dos estudantes de comunicação da UFPA.

Termina no final deste mês a gestão da chapa “Juntando os CACO’s”, e, mais uma vez, está na hora dos alunos de Comunicação Social da UFPA elegerem uma nova chapa para o CA. O que tem sido observado ultimamente entre alguns dos alunos do curso é a diversidade de opiniões, o que deu a entender entre os demais que haveria eleição com, no mínimo, duas chapas, mas o que se ouve falar, para o desapontamento de outros, é a inscrição de chapa única , composta por alguns membros das antigas chapas juntamente com novos membros, inclusive calouros.

O CACO sofre processo eleitoral desde o seu surgimento, em 1979 – três anos depois da implantação do curso – e sua história já foi marcada por duas eleições com disputa de chapas. A mais recente foi ano passado com duas chapas concorrentes. A primeira, no ano de fundação do CACO, teve três e a vencedora foi “Comunicando” que trazia a atual professora do curso, Rosaly Brito, como presidente.

Na época havia somente os Diretórios Acadêmicos, que eram completamente vinculados à administração da universidade, onde o reitor era nomeado pelo regime militar, portanto o curso vivia em condições precárias de funcionamento. “Naquele tempo o curso não tinha uma única máquina fotográfica, não tinha nenhum laboratório, não tinha professores qualificados, não tinha praticamente nada. O corpo de professores foi selecionado de forma duvidosa, pois não fizeram concurso público para a universidade”, relatou a professora Rosaly. O curso fora implantado sem condições mínimas de funcionamento e nem era reconhecido pelo MEC, daí a necessidade de se criar os Centros Acadêmicos Livres, sem vínculo algum com a reitoria. O primeiro a ser criado foi o de Farmácia e logo em seguida o de Comunicação.

“O CACO era uma entidade muito respeitada inclusive dentro do movimento estudantil porque nós éramos muito rebeldes, a gente foi muito fundo na luta pela qualificação, pela melhoria do curso, pelo reconhecimento do curso, e por causa do nosso vínculo com a área da Comunicação nós estávamos sempre na mídia, sempre tinha notícia falando sobre a luta pelo reconhecimento do curso. Sem falar que éramos muito ousados, isso é o que já não se vê hoje”, continuou Rosaly. Como o Brasil vive novamente um regime democrático os CA’s perderam uma de suas funções – a de se opor contra um inimigo declarado. O que a próxima e as futuras gestões do CACO devem fazer para conseguir a melhoria do curso? Essa tarefa deveria ser mais fácil hoje, pois temos os professores do nosso lado. Enfim, a batalha continua e ainda há muito a ser feito. Boa sorte à próxima gestão.

POR PELADINHO E RAY_CHAN!

3 comentários:

Anônimo disse...

Gente,
gostaria de parabenizar o pessoal que está por trás!
Sabemos como é difícil começar qualquer coisa em nosso curso!

Cada passo que damos nessa direção, com certeza é uma vitória!
parabéns!

Carla Dias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carla Dias disse...

Tá legalzinho...
Tens umas informações bem arcaicas aê!
rsrsrsrs...
Foram buscar longe!!
Parabéns!
Beijos de lingua a todos!